quinta-feira, 2 de maio de 2013

CRIATIVIDADE É O QUE ESTÁ POR TRÁS DE QUALQUER NEGÓCIO LUCRATIVO, por MICHAEL CONRAD


O CRIADOR DA BERLIN SCHOOL OF CREATIVE LEADERSHIP, UMA DAS MAIS RESPEITADAS ESCOLAS DE GESTÃO DA CRIATIVIDADE, DESIGN E ENTRETENIMENTO DO MUNDO, AFIRMA QUE O SEGREDO PARA SE TORNAR UM LÍDER CRIATIVO É GANHAR CONFIANÇA NO CAMPO DA INSEGURANÇA: O DAS IDEIAS QUE FOGEM DO BÁSICO 

Michael Conrad (Foto: Divulgação)
MICHAEL CONRAD (FOTO: DIVULGAÇÃO) 

Nascido na Alemanha, um país mais famoso pela precisão dos carros do que pela criatividade, Michael Conrad trabalhou com publicidade por 34 anos e foi líder criativo global da Leo Burnett até 2003. Sob sua "liderança criativa", a agência ganhou o prêmio Global Agency Network de 2000 da Advertising Age, o de agência mais premiada de 2001, segundo o Gunn Report e teve 27 subsidiárias consideradas Agências do Ano em seus países. 

Depois de se aposentar, ele criou a Berlin School of Creative Leadership, cujo objetivo é transformar pessoas criativas em líderes criativos. Se fosse considerado um país, os alunos da Berlin teriam ganho mais leões em Cannes do que os EUA, que geralmente lideram a competição. Ele conversou com Época NEGÓCIOS sobre liderança criativa. 

Para quem é o seminário de Liderança Criativa? Gerentes, diretores, presidentes? Todos precisam ser criativos em sua profissão, além de terem o conhecimento técnico?
O alvo principal da Berlin School of Creative Leadership são pessoas criativas em indústrias criativas, também em propaganda, cujo trabalho é liderar ou coliderar uma atividade criativa. Nossa missão é focada em ajudar "a transformar aquelas pessoas fortemente criativas em grandes líderes criativos". Também atendemos pessoas que aspiram a um cargo de liderança criativa. Hoje, nossa escola expandiu seu público alvo para atender qualquer um numa posição de liderança num empreendimento criativo. Isso nos distingue de outros EMBA (Executive Master Business Administration). Não temos um EMBA geral, mas claramente focado numa indústria. 

As pessoas costumam dizer que os brasileiros são criativos. O senhor concorda? Criatividade tem a ver com nacionalidade? Os líderes brasileiros são particularmente criativos?
Futebol, Bossa Nova, Havaianas: da perspectiva de um estrangeiro, os brasileiros parecem combinar criatividade com empreendedorismo. Eles podem prever, imaginar coisas e fazê-las acontecer. O Brasil é um caldeirão multicultural, saiu rápido de tempos difíceis, criou uma classe média forte num período curto de tempo. As marcas criativas no mercado publicitário denotam isso. O Brasil inspira o mundo com seu trabalho ao longo das dúas últimas décadas. 

Se os estudantes da Berlin School fossem uma nação, eles superariam os EUA em número de Leões, no Festival de Publicidade de Cannes. Qual é o segredo? Há uma receita para ser criativo?
Somos muito orgulhosos de os participantes da Berlin School terem vencido (com seus colegas) mais prêmios do que os Estados Unidos, que lidera o ranking do festival. Se há um segredo, é que a participação faz uma mágica simples: as pessoas se transformam de um criativo saudável, mas inseguro em um criativo confiante. Quando você quer um novo patamar você tem de saber pensar, criar a partir do padrão. O campo além do padrão é um lugar no qual você encontra novas soluções, oportunidades, ideias que fazem a diferença mas, ao mesmo tempo, é o campo da insegurança. E a natureza de um bom criativo que pode encontrar várias soluções para um problema tem essa "insegurança saudável". Nossa condução à liderança é trazer confiança ao processo criativo. Veja o exemplo de nosso primeiro participante, Luiz Sanches, da AlmapBBDO. Hoje ele não apenas é um dos criativos mais fabulosos, como tornou-se um dos líderes mais eficientes.


Se alguém quiser ser um líder criativo, qual é a principal recomendação? Há algum ritual ou algo a fazer diariamente? Ou é apenas esperar pela musa inspiradora?
Um líder é um líder porque ele ou ela tem seguidores. Nós não focamos em criar carisma. Focamos em como antever um lugar para estar e como chegar lá. Fazendo os participantes entenderem o que é necessário para liderar uma atividade criativa num futuro competitivo, quais são as expertises que devem ser construídas para se chegar lá, o que é necessário para conduzir clientes e parceiros, liderar a qualidade do produto, liderar pessoas, liderar eles mesmos e a indústria. E dando aos participantes ferramentas e inspiração para lidar com complexidade, análises, estratégias, tomada de decisões, alinhamento e implementação. 

Criatividade vende? Faz os negócios mais rentáveis? Ou apenas deixa o trabalho mais divertido e palatável?
Por trás do sucesso em qualquer negócio lucrativo está a criatividade, está uma ideia. Pode ser a ideia de um produto, a ideia de um serviço, a ideia de uma marca, a ideia da distribuição, a ideia do negócio em si, a ideia da promoção, a ideia de um evento, a ideia de um preço, a ideia da comunicação, a ideia da colaboração, a implementação de uma ideia, uma ideia tecnológica, uma combinação delas ou de outras. Ideias dirigem os negócios. Então, criatividade vende. Na Leo Burnett, pesquisamos campanhas vencedoras de prêmios importantes por 18 anos, com uma questão em mente: "propaganda premiada vende produtos e constroi marcas?". Mais de 80% [dos produtos envolvidos nas campanhas pesquisadas] alcançaram ou superaram suas metas. O restante foi dividido entre "estratégia errada", "apoio insuficiente de mídia" ou foram feitos apenas para serem veiculados no festival. Também vimos que as marcas que eram frequentemente premiadas tornaram-se ícones com o passar do tempo. 


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O Brasil e a Economia Criativa, por Cláudia Leitão

A secretária de Economia Criativa do MINC fala que a imensa diversidade cultural do Brasil é um ativo único no planeta e que deve ser utilizado como um insumo positivo para nossa economia, distribuição de renda e qualidade de vida.

Assista o vídeo e traga seus comentários para debater com a Secretária de Economia Criativa Cláudia Leitão durante o Seminário Economia Criativa e a Cultura no RS, que acontece dia 07/05/13, no Instituto NT (Rua Marquês do Pombal, 1111 - POA/RS), a partir das 14h. Entrada franca, sujeito a lotação da sala.





Fonte: Site Criaticidades - projeto que mostra como a Economia Criativa pode contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico das cidades brasileiras. Saiba mais acessando www.criaticidades.com.br.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Case Pandorga


A PANDORGA

Somos plurais e criativos.
Somos sofisticados.
Somos inquietos e despojados. Somos adeptos do bom humor.
Somos a primeira loja coletiva do Rio Grande do Sul e apresentamos uma seleção dos mais
criativos estilistas e designers brasileiros que se renova constantemente.
SOMOS PANDORGA!

Essa é a definição para o modelo de negócios trazidos pelos sócios Vinícius Dambros Andrade e Giuliana Neuman à Porto Alegre em 2010, com a inauguração da Pandorga Loja Coletiva.
Eles são criativos por natureza e empreendedores por opção desde muito jovens.
Amantes de design, moda e tecnologia, buscam sempre maneiras inovadoras de comunicar e oferecer produtos / serviços que geram encantamento nos clientes e parceiros.
No dia 07/05/13, o Vini e a Giu serão nossos convidados no Seminário Economia Criativa e a Cultura no RS apresentando o case Pandorga. Será uma oportunidade única para ouvir relatos sobre empreendedorismo criativo e trocar experiências.

Conheça mais sobre eles:




Giuliana Neuman (ou simplesmente Giu)
Formada em Administração de Empresas e especialista em Gestão Social, foi executiva do mercado de comunicação | branding | design na área de planejamento criativo e estratégia.
Antes de descobrir o caminho da comunicação e a paixão pelo design, tentou a sorte em cursos como Contabilidade e Desenho Industrial, escolhas que puderam ser confirmadas já no seu primeiro estágio profissional.
Trabalhou na construção e no reposicionamento de diversos produtos e marcas, alguns deles extraídos da ponta de um lápis, quando o Freehand ainda era novidade e as fotos eram cromos em película!
Esteve em Londres por dois proveitosos anos e retornou a Porto Alegre com um novo e brilhante olhar sobre oportunidades de trabalho em ambientes coletivos. Em 2009, junto com o Vini, escreveu e colocou em prática o projeto da Loja Pandorga.

Vinicius Dambros Andrade (ou simplesmente Vini)
Aos 12 anos de idade Vini fez seu primeiro curso de informática para aprender programação, num MSX Gradiente. Nunca mais saiu da frente de um computador e é fã de tecnologia. 
Profissionalmente sempre foi muito prematuro e intenso. Abriu sua primeira empresa aos 17 anos. Tornou-se presidente da Associação de Jovens Empresários de Cachoeirinha (sua cidade natal) aos 19 e quebrou a segunda empresa aos 23 anos. Foi fundador da Ruminante, um laboratório criativo de moda e design ao mesmo tempo em que trabalhava como diretor de arte nas maiores agências de Porto Alegre e, tentava em vão, assistir às aulas da graduação no curso de Psicologia. 
Em fevereiro de 2010 abandonou os departamentos criativos das agências para colocar em stand by a Ruminante e fundar a www.lojapandorga.com.br, associar-se à www.jumpmedia.com.br e ao portal www.rockgaucho.com.br
Além de tecnologia, é fã de empreendedorismo, design, criatividade e punk rock. Em especial este último, responsável por sua natureza transgressora, característica que acha fundamental para o trabalho como criativo.

Quer conhecer a Pandorga Loja Coletiva? Acesse http://www.blog.lojapandorga.com.br/ e fique sabendo quanta coisa bacana rola por lá! Neste sábado tem Chá das 17h para receber a Coleção de Inverno da Cangote.

E não perde a apresentação do case, dia 07/05, no Instituto NT (Rua Marquês do Pombal, 1111 - POA/RS), a partir das 14h.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Não perca o prazo de inscrição para o Pitching!

Boa notícia para os empreendedores criativa e tímidos de plantão!

Percebemos que muitas pessoas estão interessadas em participar do pitching, mas com uma certa dificuldade para produzir um vídeo (super normal, nem todo mundo tem desenvoltura na frente de uma câmera).

Então, seus problemas acabaram!

Atendendo a pedidos, agora o vídeo é opcional no processo de inscrição. Para participar da seleção, basta enviar a ficha de inscrição (http://economiacriativapoa.blogspot.com.br/p/inscricoes.html) para o email economiacriativapoa@alecrimproducoes.com.br.

Ainda restam poucas vagas, então, te mexe vivente! O prazo termina dia 03/05/13.

Não perca a oportunidade de trocar ideias com profissionais de excelência no mercado de gestão cultura, economia e comunicação. 

Case Greice Antes


Greice Antes é formada em Publicidade e Propaganda pela Puc/RS (1999), em Moda pelo Senai/RS (2006) e atualmente cursa o programa de  Especialização em Economia da Cultura da UFRGS.
Passou um período em Londres (2008), onde acompanhou o trabalho do estilista Erdem e da designer de joias Julia Muggemburg, da Belmacz.
Greice acredita que moda vai além da roupa.
Seu trabalho gravita em torno de tudo aquilo que lhe traz fascínio em seu contínuo processo criativo.Atirou em roupas com um revolver calibre 38, trabalhou com o artista Guilherme Dable imprimindo música em tecido, transformou gravura em metal em estampa na coleção realizada na Fundação Iberê Camargo.
Levou o trabalho de uma cooperativa de artesãs de São Borja para todo o RS através de coleção exclusiva para as lojas Pompéia.
Em "Vinho mancha?", convidou um grupo de amigos a desejar o indesejável: manchar roupas com vinho! 
Desde 2010 mantém ateliê em Porto Alegre, onde desenvolve, além das coleções, vestidos sob medida.
Greice cria roupas carregadas de criatividade e colaboratividade, que nascem com boas histórias pra contar. Ela é nossa convidada especial no "Seminário Economia Criativa e a Cultura no RS" apresentando o seu case de empreendimento criativo no dia 07/05/2013, no Instituto NT de Cinema e Cultura (Rua Marquês do Pombal, 1111 - Porto Alegre), a partir das 14h.
O Seminário tem entrada franca, sem inscrição prévia, sujeito a lotação da sala. Chegue cedo, garanta seu lugar e inspire-se com as ideias bacanas dos palestrantes.

Para ficar com água na boca, veja o lindo vídeo da coleção "Vinha Mancha?", da criadora Greice Antes.


'Vinho Mancha?' - Greice Antes from Greice Antes on Vimeo.

Vinho Mancha?

Desejar o indesejável. Romper protocolos. Provocar e dividir experiências.

A estilista convidou um grupo de amigos para manchar roupas com vinho! No Terroir Autora Pinto Bandeira, Rio Grande do Sul, os participantes jogaram vinho tinto e alegria num varal de roupas claras.

A coleção ainda conta com o traço minucioso do artista e tatuador Beto70 nas estampas.

Uma coleção inusitada, que nasce com boas histórias para contar.

Fonte: http://greiceantes.com.br/2011/

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Economia Criativa e Empreendedorismo - por Leandro Valiati

Qual o papel do setor cultural na produção de bens que gerem resultados econômicos, sociais e de sustentabilidade?

O próprio conceito de Economia, que é anterior ao de Economia da Cultura, pode ajudar no entendimento de como os setores criativos impactam positivamente na geração de renda, empregos, além de proporcionar maior integração social pois lida diretamente com valores locais de uma comunidade, cidade ou país.

No vídeo abaixo, o economista Leandro Valiati fala sobre os temas abordados no curso “Economia Criativa e Empreendedorismo” que ministrará, juntamente com Ana Carla Fonseca, nos dias 08 e 09 de maio de 2013, no Instituto NT, em Porto Alegre (RS).



Sobre Leandro Valiati é economista (UFRGS), mestre em Urbanismo com ênfase em Economia da Cultura (UFRGS), doutor em Economia do Desenvolvimento (UFRGS). É professor de Economia, consultor e pesquisador especializado em Economia da Cultura e Economia Criativa em instituições nacionais e internacionais, entre elas FEE-RS, UFRGS, FACAMP-SP, Universidade de Valência- Espanha, Ministério da Cultura, UNESCO e OEI. Tem expertise em pesquisas de cadeias produtivas e impactos econômicos de setores culturais e indústrias criativas; coordenador de representativos estudos nacionais sobre os impactos econômicos do Audiovisual, Museus e Moda no Brasil. É organizador e autor dos livros Economia da Cultura: Bem-Estar Econômico e Evolução Cultural, editora da UFRGS, e Economia da Cultura e Cinema: notas empíricas sobre o Rio Grande do Sul, editora Terceiro Nome.

Valiati é um dos co-realizadrores e ministrante do projeto "Economia Criativa, Empreendedorismo e O Poder da Cultura". 

Todo criativo é (ou deveria ser) empreendedor, por Leonardo Brant

A vida de quem (sobre)vive de atividades criativas exige, em menor ou maior grau, de uma dose considerável de empreendedorismo. A proposição de uma obra criativa, seja arte, design, música, filme, literatura, arquitetura, artesanato, peça teatral ou de dança, envolve pesquisa, inovação, processos de produção às vezes muito complexos e financiamento incerto. 

Junte a essa realidade uma situação de mercado instável, com forte intervenção estatal e insegurança jurídica, prejudicando sobretudo a produção de base e a de ponta, estranguladas por um imponente porém efêmero mercado do entretenimento, que cresce e se fortalece à sombra da regulação do Estado. 

São ingredientes a mais para quem já enfrenta a burocracia, a carga tributária e as dificuldades comuns dos mercados mais estabelecidos e consolidados. 

Mas nada atrofia tanto a função empreendedora dos criadores quanto a sua própria acomodação diante de um modelo político anacrônico, que desistiu há muito das demandas simbólicas mais abrangentes e estruturantes, para tratar de uma sucessão cada vez maior de projetos e ações pontuais sem efeito articulador. 

A despeito de todas as dificuldades aqui apontadas, ouso dizer que estamos diante de grandes oportunidades de negócios para aqueles que conseguem superar os entraves ideológicos que os prendem a um Estado imaginário e desejável, porém irreal. E conseguem utilizar as fontes de recursos disponíveis como a alavanca necessária para o estabelecimento de negócios sustentáveis, numa relação direta e espontânea com o mercado. 

Isso não é apologia ao mercado, é questão de sobrevivência para quem habita um dos capitalismos mais selvagens do mundo, com grande concentração de renda e o desafio de formar e desenvolver simbólica e intelectualmente a classe C emergente, que já alcança 54% da população e investe cada vez mais em conteúdo e formação. 

Esse quadro torna-se ainda mais favorável se considerarmos a diversidade de modelos de negócios, sobretudo a partir das tecnologias de informação e comunicação, que ainda oferecem possibilidades incríveis de criação de novos mercados e reinvenção de cadeias e processos produtivos. 

Chegou a hora e a vez dos empreendedores criativos. 

Sobre Leonardo Brant: o desenvolvimento do setor cultural brasileiro nos últimos 20 anos está intimamente relacionado com a trajetória de Leonardo Brant. Sua atuação multidisciplinar intercala contribuições como gestor, consultor, pesquisador, ativista, empreendedor, escritor, documentarista, pensador, jornalista e palestrante - www.brant.com.br

Brant é um dos co-realizadrores e ministrante do projeto "Economia Criativa, Empreendedorismo e O Poder da Cultura" que acontece de 07 a 11 de maio de 2013, no Instituto NT de Cinema e Cultura, na cidade de Porto Alegre (RS).